Redes Sociais

twitterfacebookgoogle pluslinkedinrss feedemail

quinta-feira, 7 de julho de 2016

PEDRA, Será cenário de filme do contemplado no funcutura, que será dirigido por SEVERINO DADÁ

Foto: Severino Dadá (de gravata) ao lado de Rocky Lane no Serviço de Alto Falantes Bandeirante
A Secretaria de Cultura de Pernambuco e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) anunciaram, na última terça-feira (5), a relação dos projetos selecionados pelo 9º Edital do Audiovisual de Pernambuco (Funcultura 2015/2016). Nesta edição, foram disponibilizados R$ 19,9 milhões para os trabalhos eleitos.
Em Arcoverde, o único projeto aprovado foi o “Cine Junta Tribo”, da Associação Urucungo, na categoria desenvolvimento do cineclubismo. O projeto contemplado tem por objetivo de realizar sessões cineclubistas e já havia sido contemplado no edital anterior, o que demonstra que é uma iniciativa que deu certo e cumpre o seu papel de difundir a linguagem cinematográfica no Município.
Outro projeto aprovado que, embora seja vinculado a produtor cultural da Região Metropolitana do Recife - RMR, causará grande impacto em Arcoverde e na vizinha Pedra é o curta metragem "A Nave de Mané Socó", dirigido pelo cineasta Severino Dadá.
Esse filme será totalmente executado na cidade da Pedra, devendo ser rodado ainda este ano e certamente contará com atores da Região no seu elenco, assim adiantou o Diretor em conversa exclusiva com o COCAR.
Segundo Severino Dadá, que reside no bairro da Glória no Rio de Janeiro, este projeto é a realização de um antigo sonho, cujo principal aspecto é "divulgar os sons, os costumes, a cultura popular, a religiosidade da nossa gente e as tradições, soando como um canto de amor e homenagem à terra querida, a Pedra".
Por suas palavras já se percebe que o Diretor é natura da Pedra. Ele mudou-se ainda adolescente para Arcoverde, onde adquiriu o gosto pela sétima arte, assistindo, ele revela, todos os filmes que passavam nos cinemas da cidade. Era conhecido na época como a enciclopédia do cinema, já que memorizava com detalhes os enredos, os elencos e até a música dos filmes a que assistia.
Dadá de Cravo, como era conhecido na época, foi também radialista, primeiro no Serviço de Alto-Falantes Bandeirante e depois na Rádio Cardeal. Devido a sua militância política no movimento cultural, foi perseguido pela Ditadura Militar e acabou migrando para o Rio de Janeiro.
Na cidade maravilhosa, não tardou a se enturmar com pessoas ligadas ao cinema e acabou conseguindo trabalho em montagens cinematográficas, onde aprendeu o ofício de montador. Tornou-se amigo de grandes diretores do cinema nacional como Nelson Pereira dos Santos, Cacá Diegues, Neville D´Almeida, dentre outros, e, nessa época, pela sua desenvoltura e sensibilidade na profissão ganhou o apelido de "Cangaceiro da Montagem".
Severino Dadá foi o primeiro pernambucano a ser premiado com o Kikito no Festival de Gramado, pela montagem do filme "Nem Tudo é Verdade". Tem também no seu currículo uma premiação no Festival Internacional de Cinema de Havana. A sua assinatura consta em mais de trezentas obras, nas funções de montador e editor de som, num espectro de realizadores que vai de Nelson Pereira dos Santos, passando pelo cearense Rosemberg Cariry e indo até o boliviano Jorge Sanjinés, tendo registros desde o cinema marginal até a pornochanchada.
Pelo conjunto de sua obra, em 2009 foi homenageado no 2.º  Festival de Cinema de Triunfo/PE e, nos meios da cinematografia, é considerado um ícone quando se fala em montagem.
Dadá se diz muito instigado em realizar este curta na sua terra natal e fala que está ávido por vir comer um sarapatel com cerveja gelada na feira da Pedra.
 aqui a lista completa dos projetos selecionados no Funcultura Audiovisual.
Foto: Acervo da Casa Jonas Moraes 
Informações: COCAR

0 comentários:

Postar um comentário

Deixe abaixo o seu comentário sobre esse artigo.

Seguidores

 

Arquivo