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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Pedra, Noivos‬ dizem sim em igreja no Imip em Recife

 Emoção Total

Diogo Claudino, que faz tratamento contra câncer na laringe, se casou ontem com Rejaneide. Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press Diogo Claudino, que faz tratamento contra câncer na laringe, se casou ontem com Rejaneide. Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press A capela estava pronta. 

O padre, no altar, já esperava os noivos para abençoar as alianças. Diego Claudino, 26, e Rejaneide Gomes, 28, entraram na igreja do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), no Recife, ontem, no mesmo momento em que os pássaros cantavam nas árvores que rodeiam o sagrado. 

Era como se as aves também celebrassem o matrimônio. Depois de dois anos de espera e de ter adiado muitas vezes por falta de condição financeira, o agricultor e a educadora social puderam, enfim, ouvir “sejam felizes para sempre". 

Diego, que tem um câncer desconhecido na faringe realizou o sonho, mesmo diante das adversidades impostas pela doença. O casal é do município de Pedra, no Agreste, a 232 km da capital. Diego descobriu o câncer há pouco mais de um ano. 

A cerimônia de casamento foi organizada em dois dias pela enfermaria, em função do estado do paciente. Os noivos tiveram direito ao tradicional bolo de noiva, brinde, troca de aliança e lembrancinhas. Tudo fruto de doações. 

“Só Deus sabe o quanto esperei por este momento. Fomos adiando, mas quando ele adoeceu, esse se tornou nosso único desejo”, contou Rejaneide, ao lado do marido, que já não tem mais como falar. Além da família e dos amigos, pacientes, médicos, técnicos de enfermagem e funcionários do hospital presenciaram a felicidade dos noivos. “De dois meses para cá, o quadro evoluiu demais e agilizamos todo o processo de união”, disse a noiva. A história Diego e Rejaneide ilustra o real significado dos cuidados paliativos. Quando não há mais chance de cura, a abordagem paliativa procura amenizar o sofrimento do paciente diante da terminalidade, seja realizando sonhos ou reintegrando-o à família e à sociedade. O desejo do casal foi concretizado graças aos ouvidos e olhos abertos e atentos de toda a equipe de saúde dos cuidados paliativos do IMIP. Inaugurado em 2009, o centro é o único da rede pública (SUS) a oferecer esta abordagem. A dor e o sofrimento deram lugar a um dia cheio de alegria.

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