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quarta-feira, 20 de março de 2013

Fábrica de leite em Venturosa trabalha com capacidade reduzida à metade

O setor industrial do leite também sofre bastante com as consequências da seca. Em Venturosa, outro município do Agreste que integra a bacia leiteira pernambucana, o secretário de Agricultura da cidade, José Jonas Pacheco Vaz, afirma que quase metade das fábricas de produção de leite e derivados precisaram fechar. Antes da seca, funcionavam cerca de 80 fábricas – de vários portes e muitas até clandestinas. "Acredito que 30%, 40% delas fecharam por falta de leite. O gado está morrendo, pois os criadores não têm como comprar ração", fala José Jonas.

A fábrica Venturosa trabalha com a capacidade reduzida pela metade, usando seis mil litros de leite por dia. E a matéria-prima vem agora de lugares mais distantes, como Correntes e Bom Conselho, cidades que ficam quase na divisa com o estado de Alagoas. "Nossos produtos aumentaram de preço cerca de 60%, para cobrir esses gastos. Até o fim deste mês, vamos ter que despedir metade dos funcionários", diz o diretor da fábrica, Uziel Valério da Silva.

O presidente do Sindileite comenta ainda o reflexo da seca nos alimentos derivados do leite. O sindicato contabilizava uma produção diária de cerca de 100 toneladas de queijo por dia, antes da estiagem, reduzida para atuais 40 toneladas diárias.

O diretor da Fábrica Venturosa, Uziel Valério da Silva, reclama dessa grande chegada de produtos derivados do leite de outras regiões do Brasil, que segundo ele,  estão entrando sem fiscalização e com preços menores em Pernambuco, aumentando a concorrência. "Outra coisa é que, se é emergência, o governo deveria ajudar com mais rapidez, dando ração direto para os criadores daqui, sem atravessadores, que revendem mais caro depois", argumenta.

Sobre os preços, o presidente do sindicato leiteiro confirma a alta natural dos produtos que levam leite em sua composição. “É aquela tradicional lei da oferta e procura: se você tem pouca oferta e a procura permanece a mesma de épocas anteriores, quando a oferta era maior, o preço vai se alterando, subindo. Hoje, o queijo de coalho, por exemplo, está na faixa de R$ 27 o quilo, o que antes da seca era em torno de R$ 17, no caso dos supermercados. Se falarmos em mercados e padarias, essa situação é até menor, de uma média de R$ 14 para R$ 24, R$ 25. O consumidor sente a pancada também”, diz.

Além da cana-de-açúcar, o governo de Pernambuco vem recebendo o apoio do governo federal, que mantém, no estado, 12 polos de venda de milho a preço subsidiado - é o chamado Programa de Venda em Balcão. O Programa de Venda em Balcão está nas cidades do Recife, Caruaru, Garanhuns, Arcoverde, Afogados da Ingazeira, Serra Talhada, Floresta, Salgueiro, Ouricuri e Petrolina, vendendo a saca de milho com 60 quilos por R$ 18,12 – o valor normal de uma saca, segundo Jucá, é de aproximadamente R$ 50. Os postos de Garanhuns ou Arcoverde, por exemplo, são os mais pertos da cidade. Para comprar o milho, esse pessoal deve estar cadastrado na Conab. Já estamos com 17 mil produtores inscritos.

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