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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Agricultores de Pernambuco fogem para cidades após perdas com seca

Estiagem provoca queda de 60% na produção diária de leite no estado. Em uma grande fazenda, dos 60 funcionários, ficaram apenas seis.

Beatriz Castro Pedra, PE
A seca provocou uma queda de 60% na produção diária de leite em Pernambuco, e fez os produtores abandonarem as fazendas para trabalhar como operários.
João Batista Xavier de Barros e Francisco Laurindo da Silva, dois pequenos pecuaristas com o destino determinado pela seca, eram vizinhos de sítio no município de Pedra, no agreste de Pernambuco. Viviam da produção de leite. Tiveram que vender os animais e deixaram suas famílias pra buscar o sustento longe de casa.

A rotina é pesada, em troca de R$ 30 por dia. “Me levanto 2h, trabalho até 11h todo dia. Quando é 13h, começo e vou até as 19h. Não é fácil não, viu”, diz João. João e Francisco, agora são empregados em uma fazenda em Bom Conselho, a 40 quilômetros de onde moravam. “Aqui é bruto, é trabalho duro, é pesado demais, mas dá pra levar a vida”, afirma Francisco.

A seca faz suas vítimas indistintamente. Trouxe prejuízo para pequenos e grandes pecuaristas. Em uma das outrora maiores fazendas da bacia leiteira de Pernambuco, que chegou a produzir 7.500 litros de leite por dia, está tudo abandonado. Só de ordenhadeiras e tanques de resfriamento de leite, são mais de R$ 300 mil sem qualquer função.

Dos 60 funcionários, ficaram apenas seis. O dono da fazenda vendeu 430 animais. As dívidas não paravam de crescer. “O coração fica triste muitas vezes, mas eu vou superar isso. O sertanejo é antes de tudo um forte”, diz Reginaldo Barros de Oliveira, dono da fazenda.

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